O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Jacobina e Região, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 16.256.133/0001-63, Registro sindical nº 24150.003060/90-68, por seu presidente abaixo assinado, convoca todos os bancários, sócios e não sócios, da base territorial deste sindicato, que prestam serviço para o Conglomerado Itaú composto pelas empresas: Banco Itaú Unibanco S/A; Itaú Unibanco Holding S/A; Banco Itaucard S/A; Banco Itaú Consignado S/A e Banco Itaú BBA S/A para a reunião assemblear específica remota a ser realizada no dia 15 de maio de 2026 com votação das 08:00 horas até às 20:00 horas, para deliberação da seguinte pauta: Aprovação da renovação do Acordo Coletivo de Trabalho sobre a CCV – Comissão de Conciliação Voluntária, através do sistema remoto/virtual, http://bancarios.votabem.com.brdisponibilizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro – CONTRAF, para deliberação da seguinte pauta com vigência de 02 (dois) anos, a ser celebrado com o Banco Itaú Unibanco S.A., Itaú Unibanco Holding S.A; Banco Itaucard S.A; Banco Itaú Consignado S.A e Banco Itaú BBA S.A., na forma disposta no site oficial do Sindicato na internet (www.bancariosjacobina.com.br) onde estarão disponíveis todas as informações necessárias para deliberação acerca da pauta.
No dia 17 de março de 2026, o Sindicato dos Bancários de Jacobina e Região somou forças ao Dia Nacional de Luta dos Funcionários do Bradesco, mobilização construída em todo o país contra o fechamento de agências, as demissões em massa, as metas abusivas e pela contratação de mais trabalhadores para garantir atendimento digno à população.
A manifestação denunciou uma contradição que tem se tornado cada vez mais evidente: enquanto o Bradesco amplia seus lucros, reduz postos de trabalho, enxuga a estrutura física e precariza o atendimento presencial. Segundo o material nacional da campanha, o banco registrou em 2025 lucro líquido de R$ 24,7 bilhões, com crescimento de 26%, ao mesmo tempo em que manteve o processo de cortes e reestruturação.
Os números escancaram o problema. De acordo com os dados divulgados na mobilização, o Bradesco eliminou 7,5 mil postos de trabalho em cinco anos, sendo 3.539 demissões desde março de 2024e1.923 vagas fechadas apenas em 2025. O resultado dessa política é conhecido por quem está na linha de frente: sobrecarga de trabalho, mais pressão por resultados, adoecimento e piora das condições laborais para os funcionários que permanecem no banco.
Para o Sindicato dos Bancários de Jacobina e Região, a luta em defesa do emprego bancário não interessa apenas à categoria. Trata-se também de uma pauta de interesse social. O fechamento de unidades e a redução do quadro funcional impactam diretamente os clientes, especialmente a população idosa, pessoas com menor familiaridade com canais digitais e moradores de cidades menores e regiões periféricas. O material da campanha aponta como consequências o aumento das filas, a maior dificuldade para resolver problemas e a redução do acesso a serviços bancários presenciais.
Outro ponto central da mobilização foi a crítica à substituição do atendimento humano por um modelo cada vez mais digitalizado. O banco, segundo o informativo, já possui mais de 19 milhões de clientes no varejo digital e reconhece que esse formato pode ter custo até 40 vezes menor do que o atendimento tradicional. O problema não está na tecnologia em si, mas na sua utilização como pretexto para cortar empregos, fechar agências e impor aos clientes um modelo excludente. Tecnologia pode ser ferramenta; não pode virar desculpa para desmontar o atendimento bancário.
O Sindicato reafirma que atendimento humano é essencial. Há demandas bancárias que exigem escuta, orientação técnica, confiança e diálogo direto — elementos que aplicativo nenhum resolve sozinho, apesar do marketing de modernização vendido pelos bancos. Em linguagem mais simples: não adianta o banco dizer que ficou “eficiente” se o cliente continua pagando tarifas altas e sai sem solução.
A atuação do dia 17 de março também teve o objetivo de dialogar com a sociedade sobre os efeitos concretos da política adotada pelo Bradesco. Defender a manutenção dos empregos, exigir mais contratações e combater metas abusivas significa proteger não apenas os bancários e bancárias, mas também a qualidade do serviço prestado à população. Nossa posição é clara: chega de demissões; chega de fechamento de agências; chega de metas abusivas.