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Bradesco tem lucro de R$ 9,3 bi. Mesmo assim, demite 4.779
Quarta, 02 Agosto 2017 17:55

O Bradesco obteve um lucro líquido ajustado de R$ 9,352 bilhões no primeiro trimestre deste ano, com crescimento de 13% em relação ao mesmo período de 2016 e de 1,2% no trimestre. O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) ficou em 18,2%, com aumento de 0,8 p.p. em 12 meses.

“Enquanto o Bradesco continua lucrando, o número de funcionários só reduz. E como consequência, maior sobrecarga de trabalho e mais pressão pelo atingimento de metas abusivas. Mas o Sindicato está atento e, embora o acordo coletivo tenha passado a ser bianual, vamos intensificar nossa luta para acabar com esses transtornos e impedir o fechamento de postos de trabalho”, destaca o diretor da Fetec-CUT/CN José Garcia.

Segundo o banco, o lucro líquido ajustado desse semestre é composto de 71,7% de atividades financeiras (69,3% no 1º sem/2016) e 28,3% de atividades de seguros, previdência e capitalização (30,7% no 1º sem/2016).

A carteira de crédito expandida do banco cresceu 10,3% em 12 meses e atingiu R$ 493,6 bilhões, enquanto no trimestre a carteira recuou 1,8%. As operações com pessoas físicas (PF) cresceram 15,5%, totalizando R$ 172 bilhões. Já as operações com pessoas jurídicas (PJ) alcançaram R$ 321,5 bilhões, com alta de 7,7% em um ano.

Os produtos que apresentaram maior destaque para PF foram financiamento imobiliário (33,4%), cartão de crédito (16,6%) e crédito pessoal consignado (13,7%). E para PJ, os principais destaques foram crédito rural (32,3%), financiamento à exportação (21,4%), e operações com risco de crédito – debêntures (11,8%).

O índice de inadimplência superior a 90 dias apresentou alta de 0,3 p.p em 12 meses, ficando em 4,9%. Já as despesas de provisão para devedores duvidosos (PDD) tiveram alta expressiva (41%) e totalizaram R$ 14,8 bilhões.

A receita com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias cresceu 16,9% em 12 meses, totalizando R$ 11,7 bilhões, enquanto as despesas de pessoal subiram 29,2%, em função da entrada dos funcionários oriundos do HSBC, adquirido no segundo semestre de 2016, e atingiu R$ 9,4 bilhões. Assim, em março de 2017, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco foi de 123,7%.

Redução de 4.779 postos de trabalho

Segundo análise do Dieese, a holding encerrou o 1º semestre de 2017 com 105.143 empregados, com alta de 15.719 postos de trabalho em relação ao mesmo período no ano passado, também influenciado pela aquisição do HSBC. Após a aquisição, em setembro de 2016, o quadro já se reduziu em 4.779 postos.

Esse quadro deverá ser ainda mais afetado quando se mostrarem os resultados da adesão ao Plano de Desligamento Voluntário Especial (PDVE) que o banco abriu em julho e que deve ser encerrado em 31 de agosto.

 

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